quarta-feira, 2 de março de 2016

A PARÁBOLA DA IGREJA PRÓDIGA

By
 
Mildreth J. Haggard

 The Christian Endeavor World


Tradução livre

 

 
Uma certa igreja tinha muitos membros, sendo muitos adultos com a sua fé bem consolidada e outros que deviam ser considerados como meninos e meninas. E os meninos e as meninas disseram à Igreja e ao pastor:

“Ó igreja, dá-nos a porção do teu tempo e da tua atenção, o teu culto, o teu ensino da Palavra de Deus, e da tua educação, que nos pertencem!”


E a igreja repartiu com eles o seu auxílio, sendo-lhes permitido vir à Escola Bíblica por uma hora no Dia do Senhor, se eles quisessem, e o pastor e a igreja julgaram que tinham cumprido todo o seu dever para com os meninos e meninas.


Poucos dias depois, o pastor e a igreja, ajuntando todos os seus interesses e as suas ambições, partiram para uma terra mui distante, uma terra de indiferentismo e de presunção, e lá desperdiçaram a sua preciosa oportunidade de educar os próprios filhos da igreja.


E quando já tinham gasto a melhor parte da sua vida, e tinham ganho admiração e distinção, mas deixaram de crescer, houve naquela igreja uma grande fome, e começaram a padecer necessidade de homens e mulheres. E eles foram e pagaram um evangelista e um cantor profissionais, desses que há às centenas nos círculos “neo-penteca” e fizeram reuniões noite após noite. E desejavam saciar-se com as bolotas do sucesso, e nenhum plano lhes trouxe o sucesso que desejavam.


Até que caíram em si e disseram: “Havia muitos meninos e meninas que frequentavam a nossa Escola Bíblica, muitos dos quais pertencem às nossas melhores famílias, e nós aqui perecemos de fome por eles! Vamos nos levantar, e iremos ter com eles, e lhes diremos:


“Meninos e meninas, pecamos contra o Céu e perante vocês; já não somos dignos de sermos chamados de igreja, tratai-nos como um de vossos conhecidos”.

 
Dai eles levantaram-se e foram aos filhos, agora já crescidos. Mas quando ainda estavam longe, viram os meninos e as meninas, e movidos de admiração, e em vez de correrem e os abraçarem, eles ficaram retraídos e confusos. E a igreja lhes disse:


“Meninos e meninas, pecamos contra o Céu e perante vocês, já não somos dignos de sermos chamados de igreja. Agora nos perdoem e seremos amigos”


Mas os meninos e as meninas disseram: “Não será assim, era o nosso desejo que fosse como vocês falaram, mas agora é tarde demais. Houve um tempo em que desejávamos a sua amizade, queríamos partilhar com vocês do trabalho e adquirir conhecimento, mas você se mostrou indiferente. Fizemos amigos e ganhamos outros conhecimentos, recebemos o que era ruim, e agora, a nossa mente está tão poluída, que não há retorno. Mergulhamos na alma e no corpo; não temos mais vida espiritual e não há nada em que possamos ser úteis. É tarde demais, tarde demais, tarde demais!”
       


“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”

(Pv. 22.6)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

RETIRO ESPIRITUAL DA IGREJA PRESBITERIANA DO CALVÁRIO 2016 - 06 a 09/02/2016

A Igreja Presbiteriana do Calvário, realizou o seu Retiro Espiritual na semana de 06 a 09 de Fevereiro de 2016, em um ambiente de total harmonia, de adoração, consagração e diversão.
 
Foram mais de 100 pessoas inscritas e com palestrantes que trouxeram pregações inspirativas, baseadas no tema proposto que foi: "Somos Cristãos no Mundo?", baseado no texto bíblico de Gálatas 2.20.
 
Dentre os palestrantes tivemos: Os presbíteros Ijozenaldo Silva, Ivan Wilson Rodrigues e o presb. Cel. Marcos Alves, além do Rev. João d'Eça que foi o pregador em todas as noites do Retiro.
 
O local em que a Igreja fez o seu acampamento, às margens da BR 135 no bairro Tibiri, foi muito bem avaliado por todos, seguro e aconchegante.
 




Casa aconchegante, espaçosa e confortável.






Presb. Ijozenaldo Silva palestrando pela manhã
 
 
 
 
 
 
Presb. Ijozenaldo Silva em momento de Oração





Palestra com o presb. Cel Marcos Alves





Irmãs confraternizando-se ao redor da mesa






Momento de Louvor
 

NOVO BLOG DA GREJA PRESBITERIANA DO CALVÁRIO - IPC

Este é o Novo Blog da Igreja Presbiteriana do Calvário. A IPC está jurisdicionada ao Presbitério de São Luís - PSLS, e foi organizada no dia 13 de setembro de 1965, portanto, acabou de completar o seu Jubileu de Ouro.
 
O atual pastor da Igreja Presbiteriana do Calvário é o Rev. R. João M. d'Eça, Bacharel em Teologia pelo Seminário Cristão Evangélico do Norte (1992) e Mestre em Teologia Histórica pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper - CPAJ (2013).
 
O Conselho da Igreja Presbiteriana do Calvário é constituído pelos seguintes presbíteros:
 
- Rev. João d'Eça (presidente)
- presb. Ijozenaldo Silva (Vice-presidente)
- presb. Ivan Wilson Rodrigues
- presb. Samuel Teixeira
- presb. Durval Rodrigues
- presb. João Elias Alves
- presb. Mário Luna dos Santos
- presb. João Luna dos Santos
- presb. Luiz Carlos Aquino
 
O endereço da Igreja Presbiteriana do Calvário é:
 
Rua Renato Viana, nº 27, Quadra "D", Conjunto Yolanda Costa e Silva - Bairro Ivar Saldanha - São Luís - MA - CEP: 65.071-740
 
Tel.: (98) 3243-1651 - E-Mail: ipcalvário@yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de março de 2014

O CRENTE E MÚSICA SECULAR

By 

Rev. João d’Eça, MD


PARTE I

Introdução:

Crentes devem ouvir música secular? Esta é provavelmente uma das questões mais controversas que existe entre os cristãos. Entendo que a maneira correta de se tratar esse tema é fazendo-se uma abordagem bíblica e não uma análise pessoal ou cultural. A verdadeira questão não é sobre se você pode ou não ouvir música secular, mas sim o que deve orientar e direcionar o seu consumo de qualquer tipo de música.

Toda música tem um propósito, algumas são feitas exclusivamente para adoração, outras para vender (É a dita música comercial), outras para passar uma mensagem política (não necessariamente partidária), outras para divulgar ideologias e outras para mero entretenimento. A música tem o poder de alterar o humor de uma pessoa e pode ser um incentivo até mesmo para a prática de crimes ou para impedi-los.

A Bíblia nos mostra o rei Davi tocando a sua harpa e o humor do rei Saul sendo mudado e sua ira sendo aplacada ao ouvir o som do instrumento dedilhado pelo futuro rei de Israel. No entanto, o propósito primeiro de Davi, era usar a música para adorar a Deus. Vemos em muitos dos seus salmos, ele falando em adoração com o uso de instrumentos musicais de toda sorte, até mesmo adoração com aplausos e com danças.

LUTERO, PAULO E A MÚSICA

“Martinho Lutero foi, dentre os reformadores do seu tempo, o único a reconhecer o valor inestimável da Música e de recebê-la de braços abertos. Lutero pensou, trabalhou e utilizou a Música de modo singular na sua época, dispensando especial atenção para o uso e a função que a mesma passaria a ter na Igreja.” Um clérigo católico romano, falando sobre a música de Lutero disse certa vez: “As músicas de Lutero fizeram mais pela Reforma do que todos os seus escritos.”

No N.T., Paulo incentiva os crentes a usarem a música na adoração (Ef. 5.19). Na Escritura Sagrada vemos a música sendo usada na maioria das vezes, para o culto a Deus, apesar de reconhecermos era usada também para outros fins, como por exemplo, avisar do perigo iminente, da chegada do inimigo ou para surpreender o inimigo na guerra.

A música possui pelo menos três elementos essenciais, quais sejam: harmonia, melodia e ritmo, todos esses elementos distribuídos de forma equilibrada, cada um apelando para uma faceta da vida humana, corpo, alma (sentimentos e emoções) e espírito. Quando a música tem a sua ênfase no ritmo por exemplo, ela irá apelar somente para o corpo, deixando a alma e o espirito, tornando a pessoa, seca, vazia.

Existem pessoas e grupos dentro do ambiente cristão que podem ser mencionados de acordo com a sua preferência musical. Existem aqueles que rejeitam toda e qualquer música que não seja distintamente cristã. Existem os que apreciam tanto as músicas distintivamente cristãs, como também as que são abertamente não cristãs, para esse grupo basta que a música seja boa, e por música boa, aceita-se aquelas que geralmente tem uma boa melodia e uma boa letra. Esse mesmo grupo rejeita musicas com conteúdo impróprio, com conotações sexuais, de preconceitos ou violência. Por fim, há o grupo que mesmo alegando ser Jesus Cristo o seu Senhor, consome música secular, mesmo as de conteúdo duvidoso, geralmente o repertório que ouvem não encontra eco num conteúdo redentivo. Para esse grupo, ouvir música cristã é a exceção e não a regra.


A INDÚSTRIA DA MÚSICA NO BRASIL

         Em nosso país, até a década de 1980 a música tanto secular quanto religiosa estava já começando o processo de decadência. Nos anos 80, a música brasileira pode-se dizer, estava em alta e tinha qualidade tanto melódica quanto de letras. Assim também era a música religiosa, cujos letristas e músicos presavam por conteúdo bíblico e até musicavam salmos e trechos das Escrituras. Desse período e do período anterior podemos citar: Grupo Elo, Grupo Logos, Vencedores por Cristo, Raízes, Asaph Borba, Luis de Carvalho, Denise, João Alexandre, Álvaro Tito, Armando Filho, (podemos por nessa lista Arautos do Rei e Prisma Brasil), e tantos outros cantores e compositores que dava prazer de se ouvir. Eram os compositores desses cantores e grupos citados, teologicamente fortes, cujas letras eram centradas no Evangelho.

         Depois dos acima citados, começou a surgir no Brasil, um grupo de cantores e compositores evangélicos com características muito mais popular, cujo objetivo era fazer um contraponto à música secular e atrair os que detestavam o estilo da música religiosa tradicional, oferecendo um estilo parecido com o secular, mas com letras evangélicas, de fraco ou nenhum conteúdo bíblico. Falavam de paixão, amor e romance. Dai surgiram bandas como Katsbarneia, Novo Som, Resgate, Oficina G3, Banda e Voz e outras, além de cantores como Brother Simion, Carlinhos Felix, Cristina Mel, Aline Barros, etc.

         Na sequência vieram as músicas de caráter beligerante, era o movimento de batalha espiritual, cujas letras “amarravam o diabo” e declaravam guerra contra as trevas. Depois surgiram as igrejas que formaram grupos musicais onde algumas delas tentaram trazer o conteúdo bíblico para as composições e músicas, e viu-se conotações religiosas sutis, mas o que mais se destacou foram as músicas intimistas. Nesse grupo estavam, Diante do Trono, Comunidade Internacional da Zona Sul, Comunidade Evangélica de Vila da Penha, Comunidade de Nilopes, Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, Kleber Lucas, dentre outros.

         Do lado do pentecostalismo, pouca coisa se aproveitou e podemos constatar que continua a mesma coisa.

A MÚSICA PODE ENFRAQUECER A FÉ DE UM CRENTE?

         Minha resposta a essa pergunta é: Sim, pode! Se o coração não estiver no lugar certo, é claro que pode. E eu estou falando da música dita religiosa e não da secular. Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou que o que contamina o homem é o que sai da sua boca (Mt. 15.11). Mas muitas vezes, o que sai da boca é aquilo que entra pelos ouvidos, saindo em forma de conversas e decisões diárias.

Me respondam sinceramente: Um crente pode permanecer fiel a Cristo, aos seus princípios e valores e ao seu evangelho, se alimentando constantemente de música secular? Talvez. Eu particularmente duvido! O conteúdo dos temas das músicas dos artistas seculares, fatalmente deixará a sua marca na vida do indivíduo crente. Quando eu escolho uma música pra ouvir, meu pensamento primeiramente vai ao texto de Filipenses 4.8: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.

Você conhece alguma música secular que inclua todos esses elementos mencionados pelo apóstolo Paulo? Com aquilo com que eu encho a minha mente, será aquilo que irá determinar as minhas ações, palavras e escolhas. Fidel Castro, ditador cubano disse: “Dá-me uma criança de quatro anos e eu te dou um comunista pra toda vida.” Quando Paulo em Romanos 12. 1,2, fala de “renovação da vossa mente”, ele está falando que uma mente renovada, passa pela atitude de abolir aquilo que é contrário aos valores do reino de Deus na mente do crente. Uma nova forma de pensar, que passa pela meditação naquilo que tem conteúdo bíblico, naquilo que está recheado de princípios e valores do reino de Deus.

O PERIGO DA MÚSICA SECULAR.

Paulo escrevendo aos coríntios, 15.33, diz: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” Podemos incluir aqui, sem sombra de dúvidas, as influências corruptoras de músicas e compositores seculares, nos valores e princípios dos crentes.

Quero concluir essa primeira parte apelando ao apóstolo Paulo para nos orientar. Ele diz em I Co. 6.12: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” O crente pode ouvir de tudo em termos de música, mas com certeza quase nada, será útil para a sua vida.

Minha conclusão pessoal no que se refere a dar valor ou apreciar simplesmente a música secular, passa pelo crivo de Nosso Senhor Jesus Cristo em Mateus 12.30:

Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.



Soli Deo Gloria!!!